{"id":11191,"date":"2019-08-04T17:08:57","date_gmt":"2019-08-04T20:08:57","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=11191"},"modified":"2019-08-04T17:08:57","modified_gmt":"2019-08-04T20:08:57","slug":"o-professor-frances-perseguido-em-sp-por-querer-educar-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/08\/04\/o-professor-frances-perseguido-em-sp-por-querer-educar-trabalhadores\/","title":{"rendered":"O professor franc\u00eas perseguido em SP por querer educar trabalhadores"},"content":{"rendered":"<p><strong>Vin\u00edcius Pereira<\/strong> &#8211; O per\u00edodo da Rep\u00fablica Velha foi marcado por intensos conflitos e mudan\u00e7as sociais no Brasil. Era uma \u00e9poca em que grandes donos de terras, obrigados a substituir a m\u00e3o de obra escravizada pela assalariada, enfrentaram ondas de insatisfa\u00e7\u00e3o de trabalhadores &#8211; e rebeli\u00f5es &#8211; em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds. Uma \u00e9poca que produziu importantes figuras, mas que s\u00e3o desconhecidas pela hist\u00f3ria oficial.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Joseph Jubert, um professor e advogado franc\u00eas que enfrentou fazendeiros e desafiou autoridades por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho nas lavouras. Por isso, foi tachado de &#8220;vagabundo&#8221;, &#8220;perigoso e com intuitos subversivos&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s projetar escolas para trabalhadores e seus filhos, que seguiriam uma linha de ensino distante dos dogmas da institui\u00e7\u00e3o e mais pr\u00f3xima da ci\u00eancia, entrou em confronto com membros da igreja cat\u00f3lica.<\/p>\n<p>Quando defendeu uma paralisa\u00e7\u00e3o de trabalhadores nas fazendas de caf\u00e9, jornais da \u00e9poca cobraram &#8220;provid\u00eancias justas da pol\u00edcia pela paz e prosperidade da terra&#8221;, enquanto era intimidado no Judici\u00e1rio por &#8220;interferir na atividade econ\u00f4mica&#8221; e &#8220;iludir os colonos&#8221;.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/t.dynad.net\/pc\/?dc=5550001577;ord=1564948991883\" \/><\/p>\n<p>Recebeu o apelido de &#8220;o terr\u00edvel anarquista&#8221;, por mais que registros da \u00e9poca mostrem um sujeito culto e distante de qualquer ato de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Perseguido, Jubert respondeu diversos processos durante suas passagens por cidades do interior de S\u00e3o Paulo. Devido \u00e0s essas a\u00e7\u00f5es, foi preso, torturado e, tamb\u00e9m, apagado da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>&#8216;O terr\u00edvel anarquista&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Jubert nasceu em Lyon por volta de 1876 e veio ao Brasil ainda crian\u00e7a, em um per\u00edodo de intensa imigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores assalariados europeus, que chegavam ao pa\u00eds para substituir a m\u00e3o de obra escravizada nas fazendas. Muitos deles acabaram enganados sobre as reais condi\u00e7\u00f5es encontradas por aqui.<\/p>\n<p>&#8220;A maior parte [dos estrangeiros] vinha na expectativa de possuir terras e fugir da fome. Quando chegam aqui e s\u00e3o jogados para trabalhar nos cafezais, passam por maus tratos, d\u00edvidas com os armaz\u00e9ns, e muitos desses colonos v\u00e3o se rebelar&#8221;, conta Ricardo Rugai, doutor em hist\u00f3ria pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto, de desapontamento e abusos sofridos pelos colonos, \u00e9 que as ideias de afronta \u00e0 ordem vigente ganham for\u00e7a &#8211; e que Jubert inicia sua politiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A ideia dominante era a de que anarquistas, comunistas, sindicalistas e qualquer outro ator pol\u00edtico tenham vindo para c\u00e1 j\u00e1 politizados. Mas, na verdade, a maioria dos europeus se tornou anarquista, por exemplo, aqui no Brasil&#8221;, conta Rugai.<\/p>\n<p>Jubert se aproximou dos anarquistas, mas n\u00e3o se reconhecia como um deles.<\/p>\n<p>&#8220;Ele era contra o poder do Estado, da Igreja e da propriedade privada. Mas se declara um livre pensador&#8221;, afirma Sandra de Souza, que estudou a hist\u00f3ria de Jubert durante o mestrado pela Universidade S\u00e3o Francisco (USF).<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia inicial, por\u00e9m, n\u00e3o o livrou de ser tachado de perigoso. Logo, o franc\u00eas foi apelidado de &#8220;o terr\u00edvel anarquista&#8221;, alcunhada dada por um jornal, e passou a sofrer persegui\u00e7\u00f5es de representantes da oligarquia rural.<\/p>\n<p><strong>Problemas com a Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro local em que Jubert teve problemas por causa de suas contesta\u00e7\u00f5es \u00e9 Atibaia, cidade no interior de S\u00e3o Paulo com milhares de imigrantes trabalhando nas lavouras.<\/p>\n<p>Em meio a discuss\u00f5es sobre as novas rela\u00e7\u00f5es de trabalho e seus consequentes conflitos, o franc\u00eas, que atuava como professor e advogado, come\u00e7ou a enfrentar dificuldades.<\/p>\n<p>Em 1907, ele foi processado pelo Judici\u00e1rio local, com base no artigo 399 do C\u00f3digo Penal da \u00e9poca, por n\u00e3o possuir emprego fixo, sendo taxado como vagabundo e vadio pela sociedade da cidade, j\u00e1 que o processo era p\u00fablico.<\/p>\n<p>Ao longo de sua trajet\u00f3ria no Brasil, ele responderia ainda a outros processos como forma de intimida\u00e7\u00e3o pelas suas atividades.<\/p>\n<p>&#8220;Os processos eram utilizados para conter os chamados agitadores&#8221;, diz Souza.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a e persegui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser processado em Atibaia, e estima-se que absolvido, Jubert se muda para a vizinha Bragan\u00e7a Paulista como forma de diminuir a press\u00e3o sobre ele. Distante apenas 25 quil\u00f4metros, a nova cidade era famosa pelas fazendas de caf\u00e9 e abrigo de milhares de imigrantes, principalmente italianos e portugueses. Um cen\u00e1rio f\u00e9rtil para a divulga\u00e7\u00e3o das novas ideias.<\/p>\n<p>Ali, o franc\u00eas ajudou a fundar a Liga Oper\u00e1ria, uma associa\u00e7\u00e3o que lutava por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sal\u00e1rio m\u00ednimo e defini\u00e7\u00e3o de jornada m\u00e1xima, em um per\u00edodo no qual as leis trabalhistas ainda n\u00e3o existiam.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s distribuir um boletim da Liga, escrito em portugu\u00eas e italiano, com tais reivindica\u00e7\u00f5es, Jubert foi processado por fazendeiros locais como forma de intimida\u00e7\u00e3o por &#8220;iludir a boa f\u00e9 dos colonos e causar uma paralisa\u00e7\u00e3o for\u00e7ada&#8221;. O processo foi baseado no artigo 205 do C\u00f3digo Criminal da \u00e9poca que previa penas de pris\u00e3o por &#8220;causar suspens\u00e3o do trabalho para impor aos oper\u00e1rios ou patr\u00f5es aumento ou diminui\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o ou sal\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo os produtores rurais, a inten\u00e7\u00e3o do professor para com os trabalhadores estrangeiros era &#8220;despertar-lhes paix\u00f5es ruins, visando desvi\u00e1-los dos trabalho, incitando \u00e0 greve&#8221;, de acordo com o processo, de 1911.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, para a Justi\u00e7a, o operariado n\u00e3o possu\u00eda vontade pr\u00f3pria, [os trabalhadores] estavam sendo enganados&#8221;, conta Sandra. Os acusadores eram os fazendeiros Olympio Barra, Theophilo Francisco da Silva Leme e Felippe Rodrigues de Siqueira &#8211; os dois \u00faltimos deram seus nomes a vias importantes da cidade at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da press\u00e3o dos donos de fazendas, a imprensa tamb\u00e9m auxiliava a proteger o status quo. Em artigo, o jornal Cidade de Bragan\u00e7a aconselha os colonos a &#8220;n\u00e3o serem ingratos para os patr\u00f5es que lhe estimam e que n\u00e3o venham servir a anarquia social&#8221;.<\/p>\n<p>Jubert dispensou advogados no caso e fez a pr\u00f3pria defesa, mostrando plenos conhecimentos jur\u00eddicos. Mas, com a press\u00e3o dos fazendeiros, ju\u00edzes das comarcas pr\u00f3ximas davam indicativos de que o professor seria considerado culpado por for\u00e7ar os trabalhadores a pararem.<\/p>\n<p>Mas, dado o parentesco e as liga\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas dos julgadores com os acusadores, os tr\u00eas primeiros ju\u00edzes foram considerados impedidos, gra\u00e7as aos recursos impetrados pela defesa. Assim, foi-se necess\u00e1rio a nomea\u00e7\u00e3o de um quarto juiz, da cidade de Jundia\u00ed, que considerou a den\u00fancia improcedente.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, entretanto, diversas greves foram registradas no munic\u00edpio, mobilizando cerca de mil colonos em sete fazendas da regi\u00e3o, fazendo com que o conflito social se agravasse.<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o versus Igreja<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s essas paralisa\u00e7\u00f5es do trabalho, a press\u00e3o ficou cada vez mais forte e o cerco ao franc\u00eas se apertou.<\/p>\n<p>Outra ideia do franc\u00eas a causar pol\u00eamica foi o plano de fundar uma escola para os trabalhadores e seus filhos.<\/p>\n<p>Chamadas de Escolas Modernas, as institui\u00e7\u00f5es eram inspiradas nas ideias do pedagogista anarquista espanhol Francisco Ferrer y Guardia. Esse m\u00e9todo previa que meninos e meninas estudariam juntos (at\u00e9 ent\u00e3o uma inova\u00e7\u00e3o), defendia o fim dos exames e dos castigos e, principalmente, uma educa\u00e7\u00e3o com pouco espa\u00e7o para o ensino religioso.<\/p>\n<p>&#8220;O modelo de Ferrer \u00e9, justamente, uma educa\u00e7\u00e3o que tenha por base um modelo cient\u00edfico aos estudantes&#8221;, diz Silvio Gallo, professor doutor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a raz\u00e3o contra o dogma. A ideia era contrapor a coisa pragm\u00e1tica com uma educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ferrer defende uma coeduca\u00e7\u00e3o das classes, uma igualdade entre homens e mulheres e que eles deveriam ser educados juntos&#8221;, afirma Gallo.<\/p>\n<p>O plano da escola fez com que Jubert virasse alvo tamb\u00e9m da Igreja Cat\u00f3lica na cidade, que, por meio do Centro Cat\u00f3lico, associa\u00e7\u00e3o destinada \u00e0 defesa da religi\u00e3o, recebia recursos municipais para bancar a \u00fanica escola da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Um padre chamado Leonardo Gioiele, vig\u00e1rio de uma das par\u00f3quias e vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o, processou Jubert sob acusa\u00e7\u00e3o de cal\u00fania e inj\u00faria, ap\u00f3s o franc\u00eas iniciar uma agenda de conflitos com o padre por causa dos rumos da educa\u00e7\u00e3o na cidade.<\/p>\n<p>Em artigo de jornal, o professor foi al\u00e9m e criticou a postura do padre em rela\u00e7\u00e3o a vida social afirmando, em artigo no jornal A Lanterna, de 1910, que &#8220;padre Leonardo, que como um anjo de bondade, foi surpreendido no quintal de uma fam\u00edlia, ao p\u00e9 de uma jabuticabeira, a espera de administrar a sua bondade a certa mulher casada&#8221;.<\/p>\n<p>O Centro Cat\u00f3lico era presidido por um dos fazendeiros respons\u00e1veis pelo primeiro processo contra franc\u00eas em Bragan\u00e7a, acerca da distribui\u00e7\u00e3o dos boletins, o que d\u00e1 uma ideia de como o poder econ\u00f4mico e a Igreja andavam de m\u00e3os dadas na \u00e9poca.<\/p>\n<p>&#8220;Esse processo por inj\u00faria continua na mesma forma de intimida\u00e7\u00e3o feita pelos aliados, fazendeiros e membros da igreja, em cima de Jubert&#8221;, diz Sandra de Souza.<\/p>\n<p>Ele denunciou ao jornal A Lanterna, no in\u00edcio de 1911, que vinha sofrendo amea\u00e7as por meio de cartas an\u00f4nimas e recados. Tamb\u00e9m afirmou que foi convidado a acompanhar policiais at\u00e9 a delegacia da cidade, onde foi revistado e amea\u00e7ado pelo delegado caso continuasse a falar do padre.<\/p>\n<p>Nessa a\u00e7\u00e3o do padre e seus aliados, Jubert \u00e9 condenado a cinco meses de pris\u00e3o e ao pagamento de uma multa de cerca de quatrocentos mil r\u00e9is, um valor consider\u00e1vel \u00e0 \u00e9poca e, praticamente, imposs\u00edvel de ser obtido por um trabalhador.<\/p>\n<p><strong>Sorocaba, pris\u00e3o e tortura<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s ter sido condenado, Jubert se mudou a Sorocaba como forma de fugir da puni\u00e7\u00e3o. A cidade contava com grandes tecelagens e um amplo com\u00e9rcio de gado gra\u00e7as \u00e0 ferrovia que a ligava a Santos. Ele passou ent\u00e3o a dar aulas, por tr\u00eas anos, em uma Escola Moderna que j\u00e1 funcionava por l\u00e1.<\/p>\n<p>Paralelamente, o professor tamb\u00e9m auxiliou a abertura de outra Liga Oper\u00e1ria na regi\u00e3o. Em 1912, esteve \u00e0 frente da defesa de oper\u00e1rios que trabalhavam na cidade de Votorantim, onde, ap\u00f3s a confus\u00e3o inicial, um promotor de justi\u00e7a tentou expuls\u00e1-lo da cidade.<\/p>\n<p>Segundo Jubert, em artigo no jornal A Lanterna, de 1912, as amea\u00e7as de deporta\u00e7\u00e3o eram constantes, mesmo que ele tivesse cidadania brasileira e fosse apto a votar.<\/p>\n<p>No ano seguinte, o jornal Correio Paulistano relata que Jubert, chamado de &#8220;anarquista perigoso e com intuitos subversivos&#8221; pelo peri\u00f3dico, \u00e9 preso ap\u00f3s o desfecho de uma a\u00e7\u00e3o por cal\u00fania e difama\u00e7\u00e3o promovida por um advogado, Oct\u00e1vio Guimar\u00e3es, ap\u00f3s Jubert ter discutido com Guimar\u00e3es nas p\u00e1ginas dos jornais locais, trocando artigos acusat\u00f3rios sobre educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo com a senten\u00e7a, Jubert vai \u00e0 delegacia pedir autoriza\u00e7\u00e3o para um com\u00edcio, ignorando o resultado do julgamento sobre esse processo por cal\u00fania. O com\u00edcio, claro, n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Torturado nos primeiros dias de pris\u00e3o em S\u00e3o Paulo, para onde foi mandado, o professor ficou preso em uma pequena cela, s\u00f3 podia ler livros religiosos e era proibido de ler. Os carcereiros locais tamb\u00e9m molhavam o ch\u00e3o da cela duas vezes por dia, o que o impedia de deitar e o fez desenvolver artrite.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a pris\u00e3o de Jubert, anarquistas de todo o pa\u00eds fizeram uma campanha por sua liberta\u00e7\u00e3o e buscarem doa\u00e7\u00f5es para auxiliar o pagamento das multas impostas pela Justi\u00e7a. S\u00f3 depois de quatro meses, Jubert \u00e9 libertado, quando decidiu retornar ao interior.<\/p>\n<p>Depois de Sorocaba, o professor seguiu para Bauru, onde se tornou respons\u00e1vel pela Escola Moderna da cidade, al\u00e9m de lecionar nas de Taquaritinga e C\u00e2ndido Rodrigues. Ali, continuou a busca por inaugurar centros destinados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jubert morreu por volta de 1945, na capital, ap\u00f3s uma vida marcada pela contesta\u00e7\u00e3o do poder. Mesmo com a trajet\u00f3ria de lutas a favor dos trabalhadores e da educa\u00e7\u00e3o, hist\u00f3rias como a de Joseph Jubert permanecem escondidas do cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 um trabalho de ocultamento de mem\u00f3ria de lutas, do poder vigente no Brasil, h\u00e1 muito tempo&#8221;, analisa Ricardo Rugai.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da censura do Estado, para o historiador, a hegemonia do Partido Comunista Brasileiro na esquerda, a partir da d\u00e9cada de 1930, faz com que a hist\u00f3ria do anarquismo no Brasil anterior a essa d\u00e9cada fosse deixada de lado, perdendo for\u00e7a social.<\/p>\n<p>&#8220;Para al\u00e9m do governo e das fontes oficiais, que ocultam muito hist\u00f3rias como a dele, o PCB tamb\u00e9m fez um trabalho de ocultamento do anarquismo e suas vertentes, ignorando-os ou fazendo cr\u00edticas pesadas a esses personagens&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>https:\/\/educacao.uol.com.br\/noticias\/bbc\/2019\/08\/04\/o-professor-frances-perseguido-em-sp-por-querer-educar-trabalhadores.htm<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vin\u00edcius Pereira &#8211; O per\u00edodo da Rep\u00fablica Velha foi marcado por intensos conflitos e mudan\u00e7as sociais no Brasil. 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