{"id":10299,"date":"2019-03-23T12:20:46","date_gmt":"2019-03-23T15:20:46","guid":{"rendered":"http:\/\/controversia.com.br\/?p=10299"},"modified":"2019-03-21T21:22:56","modified_gmt":"2019-03-22T00:22:56","slug":"a-morte-como-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/","title":{"rendered":"A morte como pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><strong>MARCELO SEMER &#8211; <\/strong>H\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando a vereadora <a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/marielle-franco\">Marielle Franco<\/a>\u00a0e seu motorista Anderson Gomes foram cruelmente assassinados, a campanha presidencial j\u00e1 estava a todo vapor. Os pretendentes ao Planalto cuidaram de manifestar solidariedade e indigna\u00e7\u00e3o com o b\u00e1rbaro crime. Exceto o ent\u00e3o deputado\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/tag\/jair-bolsonaro\">Jair Bolsonaro<\/a>, que preferiu o sil\u00eancio, sob o pretexto de que uma manifesta\u00e7\u00e3o sua seria \u201cmuito pol\u00eamica\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe exatamente que tipo de pol\u00eamica Bolsonaro pretendia estabelecer com a repulsa generalizada, no pa\u00eds e fora dele, a um homic\u00eddio de natureza pol\u00edtica, justo ele, ironicamente, que viria a ser v\u00edtima de um atentado na campanha. Fato \u00e9 que v\u00e1rios de seus apoiadores distribu\u00edram\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/marielle-operacoes-de-midia-necropolitica\/\"><em>fake news<\/em>\u00a0pelas redes sociais<\/a>\u00a0simulando aproxima\u00e7\u00f5es da vereadora com bicheiros ou traficantes. Todas falsas. O desprezo para com a morte mais tarde viria se somar ao insulto com as amea\u00e7as,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/quando-a-mentira-e-serva-da-homofobia\/\">e novas\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0contra o deputado reeleito Jean Wyllys<\/a>, que abdicou da posse e\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/por-que-jean-wyllys-precisa-ir-embora\/\">saiu do pa\u00eds<\/a>justamente com medo de ser a pr\u00f3xima v\u00edtima.<\/p>\n<p>A campanha seguiu adiante e nem o epis\u00f3dio da facada foi suficiente para que a morte deixasse de ser um assunto vulgar. Bolsonaro fez\u00a0<em>arminha<\/em>\u00a0com as m\u00e3os, ensinando o movimento que se tornou seu s\u00edmbolo a crian\u00e7as de tenra idade; simulou\u00a0<em>metralhar<\/em>advers\u00e1rios e encerrou a campanha com um virulento discurso onde insinuava, se eleito,\u00a0<a href=\"https:\/\/br.reuters.com\/article\/topNews\/idBRKCN1MW017-OBRTP\">mandar seus desafetos para a Ponta da Praia<\/a>\u00a0\u2013local conhecido como desova de corpos durante a ditadura.<\/p>\n<p>Os \u00edndices de viol\u00eancia policial contra civis no pa\u00eds provavelmente s\u00e3o os mais altos do mundo; ainda assim, a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/sobre-caes-cavalos-e-tanques\/\">vit\u00f3ria de Bolsonaro<\/a>\u00a0parece que vai conseguir a proeza de aument\u00e1-los um pouco mais. H\u00e1 um n\u00edtido objetivo neste sentido. Palavras de ordem de que, agora, a repress\u00e3o est\u00e1 liberada sem limites, t\u00eam sido ouvidas por transeuntes em S\u00e3o Paulo e ind\u00edgenas nas reservas de Roraima.<\/p>\n<p>Com a morte como m\u00e9todo, cercear a celebra\u00e7\u00e3o da liberdade virou um alvo priorit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Indignado com o sucesso do\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/74499-2\/\">desfile da Mangueira<\/a>, ao final, campe\u00e3 do Carnaval carioca, Carlos Bolsonaro tentou fazer uma esp\u00e9cie de liga\u00e7\u00e3o entre Marielle (homenageada no enredo) e um ex-presidente da agremia\u00e7\u00e3o preso por envolvimento criminoso \u2013 ocultando, todavia, a filia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e a circunst\u00e2ncia dele como apoiador de seu pai. N\u00e3o se entendia muito bem por que o assaque gratuito \u00e0 mem\u00f3ria de Marielle naquele momento, mas o tempo logo ia se encarregar de explicar.<\/p>\n<p>De toda a forma, o Carnaval foi mesmo um momento l\u00fagubre para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O presidente foi ridicularizado ao redor do mundo, porque, irritado com blocos e com o firme prop\u00f3sito de difam\u00e1-los e assim deslegitimar as cr\u00edticas,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/escatologia-bolsonarista\/\">divulgou v\u00eddeo de escatologia sexual<\/a>\u00a0sem restri\u00e7\u00f5es a seus mais de tr\u00eas milh\u00f5es de seguidores. Dias depois, replicou mat\u00e9ria com afirma\u00e7\u00f5es falsas contra uma jornalista do Estado de S. Paulo \u2013 aproveitando para desgastar tamb\u00e9m o pai desta jornalista, desafeto por fun\u00e7\u00e3o, eis que especializado na cobertura e desvelamento das pr\u00e1ticas das mil\u00edcias no Rio de Janeiro, que parece ser um calcanhar de Aquiles da nova gest\u00e3o.<\/p>\n<p>O apre\u00e7o de Bolsonaro pelas mil\u00edcias vem, ali\u00e1s, de longa data. Em 2013, no plen\u00e1rio da C\u00e2mara, o deputado as estimulou explicitamente: \u201cEnquanto o Estado n\u00e3o tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de exterm\u00ednio, no meu entender, ser\u00e1 muito bem-vindo. Se n\u00e3o houver espa\u00e7o para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, ter\u00e3o todo o meu apoio.\u201d<\/p>\n<p>O apoio da fam\u00edlia, \u00e9 bem verdade, nunca lhes faltou \u2013 entre t\u00edtulos, homenagens e cargos no gabinete do filho Fl\u00e1vio Bolsonaro, capitaneado pelo assessor, motorista e coletor de sal\u00e1rios, Fabr\u00edcio Queiroz.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2018, mesmo candidato, Bolsonaro permaneceu defendendo as mil\u00edcias:\u00a0\u201cTem gente que \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 mil\u00edcia, que \u00e9 a maneira que eles t\u00eam de se ver livres da viol\u00eancia. Naquela regi\u00e3o onde a mil\u00edcia \u00e9 paga, n\u00e3o tem viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>O trato com a morte parece ser o salvo-conduto que as garante na proximidade do poder.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras de completar um ano do assassinato de Marielle e Anderson, a pol\u00edcia civil do Estado do Rio de Janeiro e o Minist\u00e9rio P\u00fablico finalmente apresentaram os suspeitos da execu\u00e7\u00e3o dos crimes. Houve como\u00e7\u00e3o porque os acusados eram provenientes da Pol\u00edcia Militar. Um dos matadores residia no mesmo condom\u00ednio luxoso de Bolsonaro (seus filhos inclusive teriam sido namorados), enquanto a fotografia do outro r\u00e9u ao lado do presidente correu a internet em busca de uma explica\u00e7\u00e3o que, afinal, n\u00e3o veio.<\/p>\n<p>Preocupa\u00e7\u00f5es supostamente desnecess\u00e1rias, diria Eduardo Bolsonaro, para quem a morte de Marielle n\u00e3o tinha diferen\u00e7a nenhuma das mais de sessenta mil que acontecem anualmente no Brasil. \u201cNingu\u00e9m a conhecia antes do assassinato\u201d, vociferou o deputado, na mesma linha do pai que fez quest\u00e3o de marcar seu desconhecimento \u2013 a despeito dela ter sido colega da C\u00e2mara Municipal do filho Carlos.<\/p>\n<p>Os assassinatos de Marielle e Anderson foram tudo menos corriqueiros: os dados da investiga\u00e7\u00e3o demonstraram uma preocupa\u00e7\u00e3o intensa dos autores em esconder os passos ao mesmo tempo em que eram percorridos \u2013 at\u00e9 uma falsa m\u00e1scara de bra\u00e7o teria sido empregada para disfar\u00e7ar, a eventuais c\u00e2maras, a cor da pele do homicida. No mesmo dia da pris\u00e3o preventiva, ademais, foram apreendidos 117 fuzis importados de alta pot\u00eancia \u2013 o grau de profissionalismo exala de todos os poros.<\/p>\n<p>O Brasil inteiro se pergunta, ent\u00e3o, quem mandou matar Marielle \u2013 mas o presidente da Rep\u00fablica, entrevistado no mesmo dia das pris\u00f5es, disse que quer saber, primeiro, quem mandou mat\u00e1-lo, ignorando que os ind\u00edcios consistentes em rela\u00e7\u00e3o a Ad\u00e9lio Bispo, revelados pela pr\u00f3pria Pol\u00edcia Federal que est\u00e1 sob o comando do ministro Moro, \u00e9 de que o atentado foi obra de um agente com desequil\u00edbrio emocional e sem rastros de mandantes. Em tudo diverso dos ind\u00edcios de profissionalismo do caso Marielle, servindo a provoca\u00e7\u00e3o apenas para engrossar a cortina de fuma\u00e7a.<\/p>\n<p>O que liga Bolsonaro a uma pol\u00edtica de morte, todavia, nem s\u00e3o as in\u00fameras coincid\u00eancias que impressionam, mas as pol\u00edticas que defendeu em toda uma vida parlamentar, quando louvou um reconhecido torturador no plen\u00e1rio da C\u00e2mara ou quando lamentou que poucos haviam sido mortos durante a ditadura; quando dizia que s\u00f3 cachorros procuravam ossos (em refer\u00eancia aos desaparecidos), ou quando assentou os excessos do\u00a0<em>coitadismo<\/em>, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas da homofobia. Ele n\u00e3o se constrangeu de levar tais temas para dentro do Pal\u00e1cio do Planalto. A desmontagem dos instrumentos de prote\u00e7\u00e3o a vulner\u00e1veis tem sido uma das primeiras provid\u00eancias de governo.<\/p>\n<p>Na esfera da seguran\u00e7a p\u00fablica, suas principais propostas foram intrinsecamente ligadas \u00e0 morte. Primeiro,\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/farsa-da-patria-armada\/\">flexibilizar a posse de arma de fogo por decreto<\/a>, invertendo por completo o esp\u00edrito do Estatuto do Desarmamento; depois, um pacote de projetos de lei capitaneado por mecanismos para diminuir a responsabilidade penal e expandir as hip\u00f3teses de a\u00e7\u00e3o preventiva pelos agentes de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/projeto-de-lei-anticrime-sergio-moro\/\">O pacote Moro<\/a>, chamado de \u201canticrime\u201d, poderia tranquilamente ser rebatizado de \u201cmais mortes\u201d. Abandona preocupa\u00e7\u00f5es concretas com o fortalecimento do papel investigativo da pol\u00edcia, necess\u00e1rio diante do baix\u00edssimo grau de resolu\u00e7\u00f5es dos homic\u00eddios e aumenta consideravelmente as hip\u00f3teses em que a morte se afirme como pol\u00edtica policial \u2013 o que constrange os mais comezinhos princ\u00edpios do direito internacional dos direitos humanos e, de quebra, a garantia da dignidade humana, que encima a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/30-anos-constituicao-cidada\/\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>A proposta, enfim, n\u00e3o deixa de ser uma fidedigna tradu\u00e7\u00e3o da caricatural\u00a0<em>lei do abate<\/em>aventada pelo governador Wilson Witzel, para que os policiais antecipem suas a\u00e7\u00f5es sobre indiv\u00edduos que tenham posse de fuzis. O que a investiga\u00e7\u00e3o do caso Marielle vem mostrando, no entanto, \u00e9 que os fuzis n\u00e3o est\u00e3o nas comunidades. Est\u00e3o na posse de quem reside em luxuosos condom\u00ednios da Barra da Tijuca. Na favela, ficam apenas os corpos.<\/p>\n<p>Na C\u00e2mara dos Deputados, noticiou a imprensa, um grupo de parlamentares atrapalhou uma sess\u00e3o em homenagem ao anivers\u00e1rio da morte de Marielle Franco com barulho de latidos de cachorro. Entre seus l\u00edderes, estava o deputado Daniel Silveira, do partido do presidente da Rep\u00fablica, que se popularizou por quebrar, em um com\u00edcio ao lado do ent\u00e3o candidato Witzel, uma placa de rua com o nome da vereadora assassinada \u2013 estilizando uma segunda morte da vereadora.<\/p>\n<p>O assassinato de Marielle p\u00f5e a nu a for\u00e7a da ideia da morte como pol\u00edtica; da viol\u00eancia como silenciamento; da imbrica\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria com mil\u00edcias, poder paralelo financiador das campanhas pol\u00edticas. \u00c9 por isso que incomoda tanto quando Marielle \u00e9 homenageada ou celebrada. A lembran\u00e7a traz \u00e0 tona um cipoal de liga\u00e7\u00f5es escusas e verdades altamente inconvenientes.<\/p>\n<p>A morte de Marielle \u00e9 um encontro do Brasil com o pa\u00eds que ele est\u00e1 se tornando. Um pa\u00eds no qual a viol\u00eancia \u00e9 o padr\u00e3o de linguagem, a paranoia o condimento de gest\u00e3o, e o cerco ao conhecimento, a interdi\u00e7\u00e3o ao debate e a repulsa \u00e0 pol\u00edtica completam o ciclo destrutivo. Instrumentos tradicionais de democracia s\u00e3o desprezados cada qual a seu modo e tempo. Por fim, capitulam diante do exerc\u00edcio da morte.<\/p>\n<p>Neste jogo n\u00e3o h\u00e1 vencedores. Apenas alguns sobreviventes.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qfsKUlNHi9\"><p><a href=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/bolsonaro-a-morte-como-politica\/\">A morte como pol\u00edtica<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;A morte como pol\u00edtica&#8221; &#8212; Revista Cult\" src=\"https:\/\/revistacult.uol.com.br\/home\/bolsonaro-a-morte-como-politica\/embed\/#?secret=qfsKUlNHi9\" data-secret=\"qfsKUlNHi9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MARCELO SEMER &#8211; H\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando a vereadora Marielle Franco\u00a0e seu motorista Anderson Gomes foram cruelmente assassinados, a campanha presidencial j\u00e1 estava a todo vapor. Os pretendentes ao Planalto cuidaram de manifestar solidariedade e indigna\u00e7\u00e3o com o b\u00e1rbaro crime. Exceto o ent\u00e3o deputado\u00a0Jair Bolsonaro, que preferiu o sil\u00eancio, sob o pretexto de que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7577,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2,8],"tags":[75,22],"class_list":["post-10299","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","category-sociedade","tag-bolsonarismo","tag-violencia"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>A morte como pol\u00edtica - Controversia<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A morte como pol\u00edtica - Controversia\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"MARCELO SEMER &#8211; H\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando a vereadora Marielle Franco\u00a0e seu motorista Anderson Gomes foram cruelmente assassinados, a campanha presidencial j\u00e1 estava a todo vapor. Os pretendentes ao Planalto cuidaram de manifestar solidariedade e indigna\u00e7\u00e3o com o b\u00e1rbaro crime. Exceto o ent\u00e3o deputado\u00a0Jair Bolsonaro, que preferiu o sil\u00eancio, sob o pretexto de que [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Controversia\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2019-03-23T15:20:46+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"700\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@contro_versia\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ricardo Alvarez\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Tempo estimado de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"8 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"headline\":\"A morte como pol\u00edtica\",\"datePublished\":\"2019-03-23T15:20:46+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/\"},\"wordCount\":1666,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/03\\\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"keywords\":[\"Bolsonarismo\",\"Viol\u00eancia\"],\"articleSection\":[\"Pol\u00edtica\",\"Sociedade\"],\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/\",\"name\":\"A morte como pol\u00edtica - Controversia\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/03\\\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"datePublished\":\"2019-03-23T15:20:46+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/03\\\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/i0.wp.com\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2018\\\/03\\\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1\",\"width\":700,\"height\":400},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/2019\\\/03\\\/23\\\/a-morte-como-politica\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A morte como pol\u00edtica\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/\",\"name\":\"Controversia\",\"description\":\"Um site de leitura e debate\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":[\"Person\",\"Organization\"],\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2\",\"name\":\"Ricardo Alvarez\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"url\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\",\"width\":1015,\"height\":1024,\"caption\":\"Ricardo Alvarez\"},\"logo\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/controversia.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/05\\\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png\"},\"description\":\"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.\",\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/controversia.com.br\",\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/Controversiascontemporaneas\\\/\",\"https:\\\/\\\/www.linkedin.com\\\/in\\\/controversia\\\/\",\"https:\\\/\\\/x.com\\\/https:\\\/\\\/twitter.com\\\/contro_versia\"]}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A morte como pol\u00edtica - Controversia","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/","og_locale":"pt_PT","og_type":"article","og_title":"A morte como pol\u00edtica - Controversia","og_description":"MARCELO SEMER &#8211; H\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando a vereadora Marielle Franco\u00a0e seu motorista Anderson Gomes foram cruelmente assassinados, a campanha presidencial j\u00e1 estava a todo vapor. Os pretendentes ao Planalto cuidaram de manifestar solidariedade e indigna\u00e7\u00e3o com o b\u00e1rbaro crime. Exceto o ent\u00e3o deputado\u00a0Jair Bolsonaro, que preferiu o sil\u00eancio, sob o pretexto de que [&hellip;]","og_url":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/","og_site_name":"Controversia","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","article_published_time":"2019-03-23T15:20:46+00:00","og_image":[{"width":700,"height":400,"url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png","type":"image\/png"}],"author":"Ricardo Alvarez","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/contro_versia","twitter_site":"@contro_versia","twitter_misc":{"Escrito por":"Ricardo Alvarez","Tempo estimado de leitura":"8 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/"},"author":{"name":"Ricardo Alvarez","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"headline":"A morte como pol\u00edtica","datePublished":"2019-03-23T15:20:46+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/"},"wordCount":1666,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1","keywords":["Bolsonarismo","Viol\u00eancia"],"articleSection":["Pol\u00edtica","Sociedade"],"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/","url":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/","name":"A morte como pol\u00edtica - Controversia","isPartOf":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1","datePublished":"2019-03-23T15:20:46+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-PT","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#primaryimage","url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1","contentUrl":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1","width":700,"height":400},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/2019\/03\/23\/a-morte-como-politica\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/controversia.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A morte como pol\u00edtica"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#website","url":"https:\/\/controversia.com.br\/","name":"Controversia","description":"Um site de leitura e debate","publisher":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/controversia.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-PT"},{"@type":["Person","Organization"],"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/#\/schema\/person\/890416adf48f0d52618900e97e15edf2","name":"Ricardo Alvarez","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-PT","@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","url":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","contentUrl":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png","width":1015,"height":1024,"caption":"Ricardo Alvarez"},"logo":{"@id":"https:\/\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Plano-de-Fundo-1015x1024.png"},"description":"Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controv\u00e9rsia e escreve semanalmente.","sameAs":["http:\/\/controversia.com.br","https:\/\/www.facebook.com\/Controversiascontemporaneas\/","https:\/\/www.linkedin.com\/in\/controversia\/","https:\/\/x.com\/https:\/\/twitter.com\/contro_versia"]}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/controversia.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/violencia.png?fit=700%2C400&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10299"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10299\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10300,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10299\/revisions\/10300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/controversia.com.br\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}