Polícia: o que pode mudar num novo governo

Luiz Eduardo Soares - O Brasil precisa de mudanças profundas e urgentes, mas qualquer candidatura progressista que tente se viabilizar para derrotar o neofascismo bolsonarista necessitará coligar-se com forças conservadoras, em torno de um projeto centrista de reconstrução democrática. A situação é tão dramática e o pa

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Polícia: o que pode mudar num novo governo

Luiz Eduardo Soares1 - O Brasil precisa de mudanças profundas e urgentes, mas qualquer candidatura progressista que tente se viabilizar para derrotar o neofascismo bolsonarista necessitará coligar-se com forças conservadoras, em torno de um projeto centrista de reconstrução democrática. A situação é tão dramática e o p

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Um Maracanã de comida no lixo

Camille Lichotti e Renata Buono - Enquanto milhões de pessoas vivem na pobreza extrema, o mundo desperdiça comida numa escala assustadora. Anualmente, 931 milhões de toneladas de alimento vão para o lixo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. É como se treze navios cargueiros cheio

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Às vezes, não é sua culpa

Marcel Camargo - Sobre a culpa, o remorso e seu enfrentamento, tão doloroso quanto necessário. A culpa acompanha marcadamente a humanidade - devem ter surgido juntas, inclusive -, marcando presença nas narrações míticas e mitológicas, nas lendas, romances, poemas, textos bíblicos, novelas, músicas, fatos históricos,

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Contra o ser-máquina, o direito à estranheza

Douglas Rushkoff - Livro inédito no Brasil sustenta: era digital vê humano como ruído e imperfeição. É necessário defendê-lo, para criar, em meio ao inferno da disputa de todos contra todos, ambientes de cooperação e de trabalho voltado a tornar a vida desfrutável. A tecnologia é criada pelos seres humanos, que são

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O que perpetua a iniquidade brasileira?

César Locatelli - Parece existir uma força, equiparável à gravitacional, que faz a sociedade desigual sempre retornar ao seu curso secular após fugazes divergências de seu padrão. Três momentos da história brasileira marcam notavelmente essa breve saída do rumo e rápido retorno à reprodução da iniquidade. Ainda na p

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O lado negro do Chocolate

O chocolate que consumimos é produzido com o uso de trabalho infantil e tráfico de crianças? O premiado jornalista dinamarquês, Miki Mistrati, decide investigar os boatos. Sua busca atrás de respostas o leva até Mali, na África Ocidental, onde câmeras ocultas revelam o tráfico de crianças para as plantações de cacau da

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Me chamem de velha

ELIANE BRUM - A velhice sofreu uma cirurgia plástica na linguagem. Na semana passada, sugeri a uma pessoa próxima que trocasse a palavra “idosas” por “velhas” em um texto. E fui informada de que era impossível, porque as pessoas sobre as quais ela escrevia se recusavam a ser chamadas de “velhas”: só aceitavam ser “i

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Para compreender Debord e o Espetáculo

Gabriel Zacarias - Esta é a introdução de Crítica do espetáculo: o pensamento radical de Guy Debord, de Gabriel Zacarias, livro recém-lançado pela Editora Elefante, parceira editorial de Outras Palavras. Aqui para adquiri-lo. Se você colabora com nosso jornalismo de profundidade e sem catracas tem desconto de 25%. V

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Um tsunami alimentar no horizonte brasileiro

Jean Marc von der Weid - É crucial um programa de “salvação nacional” para a questão da crise alimentar que, silenciosamente, vem assolando o povo de forma crescente, desde 2015 – e que o esboçarei, em uma série de artigos em Outras Palavras. Este artigo poderia se intitular “uma tempestade perfeita”, pois a situação q

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Viagem ao mundo sem lei dos super-ricos

Ladislau Dowbor - O caos financeiro mundial e brasileiro que enfrentamos tem um sentido: favorecer os mais ricos. Nos 30 anos do pós-guerra, entre 1945 e 1975, o capitalismo apresentou um razoável equilíbrio entre os lucros dos empresários, a remuneração dos trabalhadores, e as políticas públicas indispensáveis ao dese

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O idiota à brasileira

Adriano Silva - Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram

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