É possível salvar o euro

É possível salvar o euro

Joseph E. Stiglitz – Talvez o euro esteja se aproximando de outra crise. Os desdobramentos políticos na Itália são mais um outro episódio previsível (e previsto) na longa saga de um sistema monetário mal desenhado, no qual a potência dominante (a Alemanha) impede reformas necessárias e insiste em políticas que agravam os problemas básicos, com … Continue lendo »
Privatização, financeirização e monopolização: a educação brasileira em cheque

Privatização, financeirização e monopolização: a educação brasileira em cheque

Ricardo Alvarez – O gesto clássico das privatizações passa pelo martelo batido e sorriso na boca dos investidores. Na educação os métodos são outros: lentos e graduais, porém eficazes e agressivos. O que sobra são escolas mercantilizadas e rentáveis, mas distantes de seus objetivos centrais como espaço de construção do saber, estímulo à convivência e … Continue lendo »
O novo tipo de golpe de estado: um seriado em três temporadas

O novo tipo de golpe de estado: um seriado em três temporadas

SUELY ROLNIK – O capitalismo financeirizado tenta destruir todas as conquistas democráticas e republicanas, dissolver seu imaginário e erradicar da cena seus protagonistas. Uma paisagem sinistra instaurou-se no planeta com a tomada de poder mundial pelo regime capitalista em sua nova dobra – financeirizada e neoliberal –, poder que leva seu projeto colonial às últimas consequências, sua … Continue lendo »
‘Se Adam Smith pudesse ver isso, estaria horrorizado’

‘Se Adam Smith pudesse ver isso, estaria horrorizado’

Página/12 – Raúl Zaffaroni, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, fez sua análise da crise do dólar, falou das infrutíferas medidas para conter a corrida e a decisão de recorrer ao FMI em busca de Auxílio. Duros foram os termos usados pelo magistrado Raúl Zaffaroni para se referir hoje sobre o presente da Argentina. … Continue lendo »
Os descaminhos da globalização

Os descaminhos da globalização

Luiz Gonzaga Belluzzo – A violência e a amplitude do colapso financeiro não afetaram os poderes do establishment e o protagonismo de seus ideólogos. CartaCapital nasceu em 1994, ano do Plano Real, com o mundo e o Brasil em êxtase desde os 80 com as pregações da nova economia. Crises financeiras fustigaram o Japão em 1989, o México … Continue lendo »
Brasil, o eldorado dos rentistas

Brasil, o eldorado dos rentistas

CLARA CATINOIS – A taxa média de empréstimos a pessoas físicas é de aproximadamente 57,7% ao ano. Uma situação que contribui para manter desigualdades devastadoras. Doroti Rodrigues tem 71 anos e tem sessenta anos de trabalho, muitas vezes informal. Sem dominar a burocracia brasileira, o trabalhador doméstico, que ganha 1.200 reais (cerca de 280 euros) por … Continue lendo »
BANCO DA INGLATERRA ADMITE QUE POLÍTICAS DE AUSTERIDADE NÃO FUNCIONAM

BANCO DA INGLATERRA ADMITE QUE POLÍTICAS DE AUSTERIDADE NÃO FUNCIONAM

Ricardo J. Camera – A dose de honestidade do Banco da Inglaterra joga pela janela a base teórica para a austeridade. De volta aos anos 1930, Henry Ford supostamente observou que era uma boa ideia o fato de que a maioria dos americanos não soubessem realmente como os bancos funcionam, porque se eles soubessem, “haveria uma revolução antes … Continue lendo »
A dívida odiosa

A dívida odiosa

Pierre Pénet – O pagamento das dívidas públicas pelos estados superendividados é realmente uma prioridade política? Éric Toussaint, economista e ativista, explica que algumas dívidas são odiosas e por isso propõe reformar a arquitetura financeira internacional. A dívida pública é o cerne de muitas crises que marcaram a história financeira desde o início do século … Continue lendo »
O método científico e o Banco Mundial

O método científico e o Banco Mundial

Rafael da Silva Barbosa – Diante do enorme conjunto de gráficos, tabelas, quadros e figuras contidos no Relatório do Banco Mundial (“Um Ajuste Justo: análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”) fica a pergunta: será que o trabalho possui rigor metodológico compatível ao crivo de uma banca de graduação ou avaliação de revistas científicas … Continue lendo »
A banca (sistema financeiro internacional) ou o fim de uma civilização

A banca (sistema financeiro internacional) ou o fim de uma civilização

Pedro Augusto Pinho – As civilizações surgem, crescem (as vezes) e morrem, como nos ensinam os livros de história. Mas estes mesmos livros, na quase totalidade, não nos informam sobre o efetivo poder que sustenta os diversos momentos da vida dos povos, das civilizações. Precisamos, desde logo, distinguir governo e poder. O governo é visível, … Continue lendo »