Relatório sobre universidades do país parece dizer que há elefantes no céu

Relatório sobre universidades do país parece dizer que há elefantes no céu

Lira Neto – “Se você diz que há elefantes voando no céu, as pessoas não vão acreditar”, observava Gabriel García Márquez. “Mas se você disser que há 425 elefantes alados, as pessoas provavelmente acreditarão.” Expoente do chamado realismo mágico, o escritor aludia ao recurso literário de construir narrativas com alto nível de detalhamento, a ponto … Continue lendo »
Cobaias e placebos

Cobaias e placebos

Salomão Barros Ximenes – Em SP, políticos e banqueiros forjam ensaio clínico com o futuro dos estudantes. Novo contrato de Parceria Público-Privada da Secretaria de Educação estabelece relação pública perde-perde, perdem os “estudantes-cobaia”, perdem os “estudantes-placebo”, perde o Estado imobilizado por 4 anos em sua atuação precípua em escolas prioritárias. Só não perdem os ganhadores de … Continue lendo »
A Finlândia irá se tornar o primeiro país a abolir a divisão do conteúdo escolar em matérias no mundo

A Finlândia irá se tornar o primeiro país a abolir a divisão do conteúdo escolar em matérias no mundo

Vicente Carvalho – Imagine uma cena como essa: [1] A campainha toca, mas, em vez da aula de História, começa a aula de “Primeira Guerra Mundial”, planejada em conjunto pelos professores especialistas em História, Geografia, Línguas Estrangeiras e (por que não?) pelo professor de Física que achou que seria uma boa oportunidade para trabalhar os conceitos … Continue lendo »
O que pensa quem não quer discutir gênero

O que pensa quem não quer discutir gênero

Rodrigo Ratier – Pesquisa com manifestantes contrários à filósofa Judith Butler revela ideias equivocadas sobre o tratamento do tema nas escolas. “Menino nasce menino”, “menina nasce menina”, “xô, Judith” – e, claro, “não à ideologia de gênero”. Com mensagens desse teor, um grupo de manifestantes recepcionou a filósofa americana Judith Butler num evento em São … Continue lendo »
2 em 3 alunos de universidades federais são das classes D e E

2 em 3 alunos de universidades federais são das classes D e E

Lígia Formenti, Isabela Palhares e Victor Vieira – Número aumentou em 4 anos, enquanto caiu a fatia dos estudantes com renda acima de dez salários. O total de estudantes das classes D e E em universidades federais brasileiras aumentou entre 2010 e 2014, segundo pesquisa feita pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de … Continue lendo »
A escolarização dos mais pobres

A escolarização dos mais pobres

Otaviano Helene – Neste ter­ceiro ar­tigo de uma pe­quena série sobre a edu­cação bra­si­leira, será exa­mi­nada uma de suas ca­rac­te­rís­ticas mais per­versas e da­nosas para o fu­turo do país e a cons­trução da de­mo­cracia: a de­si­gual­dade. A de­si­gual­dade edu­ca­ci­onal está re­la­ci­o­nada com a de­si­gual­dade na dis­tri­buição de renda no país, pois ambas, em um país … Continue lendo »
Especialistas rebatem relatório do Banco Mundial que prega o fim do ensino superior gratuito

Especialistas rebatem relatório do Banco Mundial que prega o fim do ensino superior gratuito

Rebeca Letieri – Exemplos nos EUA mostram como mudança pode elitizar e restringir o acesso à educação “O que está em jogo é um duplo assalto: a desfiguração do ensino superior público brasileiro, onde se produz ciência nesse país, e a transformação em um sistema totalmente comandado pelos grandes monopólios das universidades privadas lucrativas”, enfatizou o professor de … Continue lendo »
Por que o governo pretende barrar novos cursos de medicina por 5 anos

Por que o governo pretende barrar novos cursos de medicina por 5 anos

Murilo Roncolato – O Ministério da Educação encaminhou ao presidente Michel Temer proposta de decreto que suspende a criação de novos cursos de medicina no Brasil pelos próximos cinco anos. Segundo o ministro José Mendonça Filho (DEM-PE), a medida visa congelar a “expansão de vagas de forma desordenada” que, segundo ele, “pode colocar em risco a qualidade de … Continue lendo »
Freyre: “nas senzalas da Bahia de 1835 havia mais gente sabendo ler do que nas casas-grandes”

Freyre: “nas senzalas da Bahia de 1835 havia mais gente sabendo ler do que nas casas-grandes”

Cynara Menezes – A quem interessa a persistência do mito de que todo africano que veio escravizado para o Brasil era “selvagem”? Um dos mitos mais persistentes sobre a escravidão é a de que os negros que foram trazidos à força para o Brasil vieram exclusivamente para trabalhar na lavoura e na cozinha das casas-grandes … Continue lendo »