De Istambul a Buenos Aires, as moedas derretem

José Martins – O piso do enorme palco do co­mércio in­ter­na­ci­onal está ce­dendo. E as mo­edas das eco­no­mias mais frá­geis do sis­tema an­te­cipam o de­sa­ba­mento geral. A Tur­quia e a Ar­gen­tina são os casos mais evi­dentes deste pro­cesso.

A coisa é mais pe­sada do que ima­gina a vã eco­nomia. Recep Er­dogan, pre­si­dente da Tur­quia, de­clarou na se­mana pas­sada que o ataque do mer­cado sobre a moeda do seu país, a lira, é muito mais vi­o­lento e pe­ri­goso que a ten­ta­tiva de golpe de Es­tado contra seu go­verno em 2016. Ele sente que a eco­nomia é mais efi­ci­ente para der­rubar go­vernos que qual­quer outra ação dos ho­mens.

No final do pro­nun­ci­a­mento pro­curou se apoiar no pa­tri­o­tismo dos seus ci­da­dãos para pedir que tro­cassem dólar e ou­tras mo­edas fortes por liras turcas, vol­tassem a in­vestir, a pro­duzir, a con­sumir etc. O tiro saiu pela cu­latra. Au­mentou ainda mais a troca de liras por dólar. Ace­lerou o der­re­ti­mento.

Er­dogan culpa os EUA de estar por trás deste der­re­ti­mento da lira. Do mesmo modo que es­teve na­quela fra­cas­sada ten­ta­tiva de golpe. Coin­ci­den­te­mente, a gota d’água do der­re­ti­mento da lira nos úl­timos dias foi a de­cisão de Washington de do­brar as ta­rifas de im­por­tação sobre o aço e alu­mínio da Tur­quia.

Do­nald Trump tuitou, de­talhe im­por­tante, que as altas ta­rifas con­ti­nu­arão sendo apli­cadas en­quanto An­kara não li­bertar o pastor evan­gé­lico An­drew Brunson. Esta es­tranha cri­a­tura é agente gra­duado dos ór­gãos de in­te­li­gência dos EUA e par­ti­cipou ati­va­mente na­quela ten­ta­tiva de golpe de 2016. Pelo que se co­nhece da ín­dole ca­ni­ba­lesca de Er­dogan o in­com­pe­tente es­pião es­ta­du­ni­dense con­ti­nuará en­jau­lado por muito mais tempo.

Eco­nomia e ge­o­po­lí­tica en­tre­la­çadas. Em poucos lu­gares do mundo isso é tão forte quanto na Tur­quia. A ge­o­grafia dos mares e dos es­treitos fala alto.

Um lugar sempre es­tra­té­gico

Clique aqui e veja como o mo­vi­mento do que cha­mamos re­cen­te­mente de pên­dulo de Is­tambul é um dos ele­mentos es­tra­té­gicos mais im­por­tantes da ge­o­po­lí­tica e do poder mun­dial – desde a idade an­tiga, pas­sando pelo im­pério oto­mano etc., até o atual re­a­li­nha­mento da velha ordem im­pe­ri­a­lista dos úl­timos se­tenta anos.

A eco­nomia turca é a maior e mais in­dus­tri­a­li­zada do Ori­ente Médio. Também aqui o fator ge­o­grá­fico conta fa­vo­ra­vel­mente. Na fron­teira da Eu­ropa e do Ori­ente, a Tur­quia é também a porta do co­mércio entre os dois mai­ores con­ti­nentes do mundo.

Esse di­na­mismo co­mer­cial de­cor­rente da van­tagem ge­o­grá­fica dá à eco­nomia turca um po­ten­cial per­ma­nente e na­tural para altas taxas de cres­ci­mento da pro­dução in­terna.

É por isso que, com um cres­ci­mento do PIB de 7,4% no ano de 2007, a eco­nomia da Tur­quia fi­gura entre as que crescem mais ace­le­ra­da­mente no mundo. Su­pera até as “cam­peãs” China e Índia.

Faz tempo que a Tur­quia não para de crescer. No pe­ríodo de 2003-2007, o per­cen­tual médio de cres­ci­mento anual da eco­nomia turca foi de 7%, en­quanto no pe­ríodo 2010-2017, o cres­ci­mento médio foi de 6.8%. Al­can­çava-se o auge de um “mi­lagre econô­mico”!

No pri­meiro se­mestre deste ano, ainda man­tinha a as­som­brosa taxa de cres­ci­mento 7,4% com o valor adi­ci­o­nado do setor in­dus­trial au­men­tando 8,8% em termos anuais; in­ves­ti­mentos em equi­pa­mentos e má­quinas au­men­tando 7%; 6,9% na cons­trução civil e 4,6% na pro­dução agrí­cola.

Em termos qua­li­ta­tivos, a eco­nomia turca re­gistra também a maior pro­du­ti­vi­dade dentre todas as eco­no­mias do­mi­nadas da pe­ri­feria do sis­tema global. Seu PIB per ca­pita (por ha­bi­tante) anual de 15.000 dó­lares su­pera o da Rússia (11.400); Brasil (10.800); Ar­gen­tina (10.400); Mé­xico (9.900); África do Sul (7.500); China (7.300) e Índia (1.963).

Os pro­blemas es­tri­ta­mente econô­micos que le­varam a pre­sente crise cam­bial na Tur­quia não foram even­tuais “de­se­qui­lí­brios ma­cro­e­conô­micos”. Não existem graves pro­blemas fis­cais, mo­ne­tá­rios e ou­tras va­riá­veis do setor pú­blico turco, como pro­curam de­mons­trar, neste mo­mento, as ca­beças pro­to­co­lares dos eco­no­mistas do mer­cado.

Todos esses eco­no­mistas, sejam li­be­rais, key­ne­si­anos, mar­xistas uni­ver­si­tá­rios, sin­di­ca­listas etc., se­guem mais ou menos o pro­to­colo do FMI e grandes bancos para tentar ex­plicar esta crise que, para eles, não é mais do que uma re­pe­tição de an­tigas e mo­dor­rentas crises cam­biais na pe­ri­feria do sis­tema.

E acabam cul­pando as pró­prias vir­tudes da eco­nomia turca – ele­vada ex­pansão dos in­ves­ti­mentos, da pro­du­ti­vi­dade, da pro­dução, do em­prego, do cré­dito, do co­mércio etc. – como as grandes cul­padas pela crise cam­bial que tri­tura sua fraquís­sima e in­con­ver­sível moeda na­ci­onal.

Toda su­per­pro­dução será cas­ti­gada

Sa­bemos que esse é o des­tino de qual­quer eco­nomia ca­pi­ta­lista na­ci­onal, do­mi­nante ou do­mi­nada. Uma con­tra­dição ma­te­rial ines­ca­pável sempre mis­ti­fi­cada pela con­de­nação moral dos eco­no­mistas.

Sempre os re­pe­ti­tivos eco­no­mistas com aquela mo­nó­tona la­dainha ide­o­ló­gica de não con­denar os ca­pi­ta­listas pri­vados in­dus­triais e ou­tros pa­ra­sitas so­ciais su­bal­ternos – que, como sabem todos os bons ci­da­dãos, são os ver­da­deiros man­dantes e be­ne­fi­ciá­rios deste san­gui­nário en­redo his­tó­rico – mas des­locar a culpa pela crise para en­ti­dades abs­tratas e po­lí­ticas, para a ir­res­pon­sa­bi­li­dade fiscal e mo­ne­tária dos go­vernos e ou­tros álibis for­jados apenas para isentar o sis­tema im­pe­ri­a­lista e aquelas classes do­mi­nantes na­ci­o­nais da sua res­pon­sa­bi­li­dade.

Não po­deria ser di­fe­rente na atual crise cam­bial da Tur­quia. Mais uma vez con­dena-se apenas o go­verno turco (o de­mo­ni­zado Er­dogan, para ser mais exato) por ter in­cen­ti­vado uma “de­sen­freada ex­pansão econô­mica”. É o caso do eco­no­mista Peter S. Go­odman, um exemplo menos so­frível no meio da­quela malta acima ci­tada, que es­creve su­ges­tiva ma­téria para o The New York Times (12 de julho de 2018) sobre o que se po­deria chamar de in­for­tú­nios da vir­tude de uma eco­nomia do­mi­nada e sem moeda da pe­ri­feria ca­pi­ta­lista.

O me­lhor desta ma­téria é que Go­odman pre­nuncia o grande der­re­ti­mento da lira que acon­teceu nos dias se­guintes: “o temor de um de­sastre pode pa­recer im­pró­prio em uma eco­nomia que per­ma­nece uma das com maior cres­ci­mento no pla­neta, ex­pan­dindo 7,4% no ano pas­sado. Mas esse cres­ci­mento é ali­men­tado por to­mada de em­prés­timo po­ten­ci­al­mente in­sus­ten­tável, tanto pú­blica quanto pri­vada. Muitas em­presas to­maram em moeda es­tran­geira, o que sig­ni­fica que suas dí­vidas au­men­taram com a des­va­lo­ri­zação da lira. Grandes em­presas turcas agora estão ten­tando per­su­adir os bancos e ou­tros cre­dores a pro­longar os prazos e ou­tras formas de ajuda, talvez pre­nun­ci­ando uma onda de fa­lên­cias que pode vir a deixar ins­ti­tui­ções fi­nan­ceiras e con­tri­buintes di­ante de perdas gi­gan­tescas. Até o final de abril, as em­presas do setor pri­vado turco de­viam mais de US$ 245 bi­lhões no ex­te­rior, ou quase um terço do ta­manho total da eco­nomia do país”.

O tí­tulo sur­pre­en­den­te­mente di­a­lé­tico da ma­téria – “Cres­ci­mento econô­mico de­sen­freado pode levar a eco­nomia da Tur­quia a um co­lapso” –, en­tre­tanto, não ajuda o autor da ma­téria a res­ponder à pró­pria con­tra­dição que ele ob­serva de ma­neira in­gênua na atual si­tu­ação econô­mica turca: o fato de que as mo­dernas crises pe­rió­dicas de su­per­pro­dução global de ca­pital são sempre anun­ci­adas por uma forma apa­ren­te­mente an­tiga de mera crise de cré­dito.

Marx ob­ser­vava que Smith só en­xer­gava a crise do ca­pital como uma crise mo­ne­tária, ou de cré­dito, por que essa ainda era a forma de crise que pre­do­mi­nava em sua época. A pre­do­mi­nância da mo­derna crise de su­per­pro­dução de ca­pital, ca­rac­te­rís­tica do novo re­gime so­cial de pro­dução, só po­derá ser tes­te­mu­nhada por Ri­cardo, Malthus, Say etc., a partir do início do sé­culo 19.

Neste sen­tido, podem-se ob­servar al­gumas coisas im­por­tantes na atual crise cam­bial turca. Em pri­meiro lugar, não é uma crise ge­rada ge­ne­ti­ca­mente pela po­lí­tica econô­mica (mo­ne­tária ou fiscal) do go­verno, mas pelas de­ci­sões de pro­duzir em busca de uma má­xima taxa de lucro, to­madas pelos ca­pi­ta­listas e ou­tros ren­tistas pri­vados no in­te­rior da eco­nomia e, no ex­te­rior, pelos “in­ves­ti­dores” e grandes bancos glo­bais da Eu­ropa e EUA.

Quase 40% do total de em­prés­timos na eco­nomia turca são de­no­mi­nados em dólar e, muito im­por­tante, quase 90% deste total estão con­cen­trados di­re­ta­mente nos ba­lanços das em­presas pri­vadas da eco­nomia. Dí­vida pri­vada, não do go­verno. E o vo­lume dessa dí­vida ban­cária pode re­al­mente causar grandes es­tragos em al­guns bancos da Es­panha, França e Itália – mas nem é re­la­ti­va­mente tão grande se com­pa­rada com o mo­nu­mental cres­ci­mento da pro­dução de ca­pital que ela fi­nan­ciou.

Está claro, por­tanto, que não é o setor pú­blico turco que está en­di­vi­dado e, por­tanto, ina­dim­plente. É a “ini­ci­a­tiva pri­vada” tão ze­lo­sa­mente blin­dada pelas la­dai­nhas ide­o­ló­gicas dos seus eco­no­mistas e sua mídia im­pe­ri­a­lista global.

De todo modo, o im­por­tante a sa­li­entar é que, in­de­pen­den­te­mente dos falsos di­ag­nós­ticos dos eco­no­mistas, fica di­fícil ima­ginar agora a re­pe­tição da­quelas pro­vi­dên­cias pro­to­co­lares de crises cam­biais pas­sadas para um even­tual res­gate da eco­nomia turca pelo FMI, Banco Mun­dial, Te­souro dos EUA, Ale­manha etc.

A crise turca atual é fun­da­men­tal­mente di­fe­rente, por exemplo, da crise grega de cinco anos atrás. Ou, prin­ci­pal­mente, da crise do início dos anos 2000, quando tanto Tur­quia quanto a Ar­gen­tina com­par­ti­lhavam grandes dé­fi­cits pú­blicos, grandes dé­fi­cits em conta cor­rente, fuga de ca­pi­tais e, fi­nal­mente, de­pre­ci­a­ções cam­biais.

Esses grandes de­se­qui­lí­brios do setor pú­blico (ma­cro­e­conô­micos) em eco­no­mias iso­ladas não são mais o de­ter­mi­nante do risco ca­pi­ta­lista nestas grandes eco­no­mias do­mi­nadas da pe­ri­feria, como Tur­quia, Ar­gen­tina, Brasil, China etc.

O de­ter­mi­nante não é mais do an­tigo ca­pital mer­cantil (co­mer­cial e ban­cário), mas a força da pro­dução e da su­per­pro­dução glo­ba­li­zada, que, en­quanto pro­cesso de va­lo­ri­zação em ex­pansão, subs­titui e con­di­ciona dra­ma­ti­ca­mente a ação po­lí­tica dos go­vernos na­ci­o­nais, quer dizer, a im­plan­tação e ad­mi­nis­tração da po­lí­tica econô­mica em seu sen­tido mais tra­di­ci­onal.

Trata-se agora, de ma­neira mais in­tensa do que se co­nhecia pela pri­meira no pós-guerra (1945), da de­ter­mi­nação de um risco geral. Ele afeta mais as eco­no­mias na­ci­o­nais do que in­di­ca­dores ma­cro­e­conô­micos in­di­vi­duais chaves, como ba­lanço de conta cor­rente, in­flação, re­servas in­ter­na­ci­o­nais, dí­vida pú­blica, dé­ficit fiscal etc.

Ar­gen­tina

No en­cer­ra­mento de mais um pe­ríodo de su­per­pro­dução, o risco geral atinge pri­mei­ra­mente as grandes eco­no­mias do­mi­nadas da pe­ri­feria do sis­tema im­pe­rial. É por isso que se pode ob­servar também, nesta se­mana, que o es­paço para cair da Ar­gen­tina ainda é muito grande, im­pre­vi­sível, mesmo de­pois do grande pa­cote de res­gate do FMI, como há pouco menos de dois meses atrás.

Mesmo com a blin­dagem do FMI e toda a boa von­tade de Washington em apoiar o atual go­verno ul­tra­li­beral ar­gen­tino, nesta se­gunda-feira (13/08) o dólar su­perou os 30 pesos, em Bu­enos Aires. Para conter o der­re­ti­mento da moeda, o go­verno Macri elevou a taxa bá­sica em cinco pontos por­cen­tuais, para 45% – a maior taxa do mundo.

Outro fenô­meno im­por­tante que se ob­serva com esta crise na Tur­quia é que o “con­tágio” de crises cam­biais não se ori­gina mais de riscos ge­rados por eco­no­mias iso­ladas como as da Tur­quia, Rússia, Ar­gen­tina etc., mas do risco geral de um evi­dente en­fra­que­ci­mento sis­tê­mico da to­ta­li­dade do co­mércio in­ter­na­ci­onal.

Na raiz deste en­fra­que­ci­mento do mo­derno co­mércio in­ter­na­ci­onal en­contra-se uma crô­nica de­flação global dos preços das mer­ca­do­rias-ca­pital (su­per­pro­dução global) que leva a uma luta por mer­cados, guerras ta­ri­fá­rias, pro­te­ci­o­nismo, rom­pi­mentos de acordos in­ter­na­ci­o­nais, Do­nald Trump, Er­dogan e ou­tras miu­dezas do pro­cesso.

Nunca é de­mais re­petir, até mesmo ru­minar, que o au­mento da vul­ne­ra­bi­li­dade e dos riscos cam­biais em todo o mer­cado mun­dial apa­rece pri­mei­ra­mente nas eco­no­mias do­mi­nadas e sem mo­edas con­ver­sí­veis.

Essa regra geral não im­pede, en­tre­tanto, que mesmo entre as eco­no­mias do­mi­nantes do G-7 (sete mai­ores eco­no­mias do mundo) os efeitos do risco geral já se apre­sentem an­te­ci­pa­da­mente. Em no­bres eco­no­mias como a Itália, por exemplo. Mas o der­re­ti­mento de mo­edas con­ver­sí­veis, que nunca ocorreu nos úl­timos 70 anos, deve ser tra­tado em fu­turo bo­letim.

O im­por­tante agora é nunca se es­quecer deste im­por­tante de­talhe que, di­fe­ren­te­mente da Itália e de ou­tras eco­no­mias do­mi­nantes, tanto o Brasil, quanto China, Índia, Rússia, Ar­gen­tina, Mé­xico etc. não têm moeda con­ver­sível, “moeda forte”. É por isso que – le­vando-se em conta apenas a re­a­li­dade dos mer­cados mo­ne­tá­rios e de di­visas in­ter­na­ci­o­nais – são essas des­clas­si­fi­cadas eco­no­mias do sis­tema im­pe­ri­a­lista as pri­meiras a so­frer os abalos de um risco geral, como se ob­servou nesta se­mana e com maior cla­reza na Tur­quia e Ar­gen­tina.

Con­clusão

Uma úl­tima ob­ser­vação dos fatos desta se­mana. Em pers­pec­tiva, as eco­no­mias do­mi­nadas com maior vo­lume de pro­dução e fla­grante su­per­pro­dução de ca­pital são as mais vul­ne­rá­veis a esse risco geral do mer­cado cam­bial in­ter­na­ci­onal.

De­vido ao es­trei­ta­mento re­la­tivo do mer­cado in­ter­na­ci­onal essas grandes eco­no­mias da pe­ri­feria (prin­ci­pal­mente as que ainda os­tentam taxas ele­vadas de ex­pansão do pro­duto in­terno bruto) estão mais ex­postas a ful­mi­nantes ata­ques es­pe­cu­la­tivos do mer­cado cam­bial in­ter­na­ci­onal nos pró­ximos meses ou tri­mes­tres.

É neste sen­tido que, de­pois da Tur­quia, pode-se listar o yuan chinês e a rúpia in­diana como for­tís­simas can­di­datas a serem pro­xi­ma­mente der­re­tidas no alto forno cre­ma­tório de mo­edas frá­geis da ordem im­pe­ri­a­lista global.

http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/13416-de-istambul-a-buenos-aires-as-moedas-derretem

Professor, mestre em geografia urbana pela USP e criador do site Controvérsia e escreve semanalmente.

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