1968 no Brasil

Ricardo Antunes e Marcelo Ridenti – O con­texto da crise.

Pre­sen­ci­amos em 1968 a era das múl­ti­plas ex­plo­sões e re­voltas no mundo todo: dos ope­rá­rios, dos es­tu­dantes, das mu­lheres, dos ne­gros, dos mo­vi­mentos am­bi­en­ta­listas e dos ho­mos­se­xuais, entre tantas ou­tras formas de le­vante e de des­con­ten­ta­mento so­cial e po­lí­tico.

No que se re­fere ao Brasil, apesar da in­fluência de fa­tores ex­ternos e da iden­ti­dade com mo­vi­mentos con­tes­ta­dores de ou­tros países, 1968 teve suas es­pe­ci­fi­ci­dades. Por exemplo, o mo­vi­mento es­tu­dantil, de­fla­grado em março, se­guiu uma di­nâ­mica de luta es­pe­cí­fica e um ca­len­dário po­lí­tico pró­prio an­te­rior ao fa­moso maio de 1968 na França. Do mesmo modo, as greves dos me­ta­lúr­gicos de Osasco (re­gião in­dus­trial da Grande São Paulo), de­sen­ca­deada em julho, e as greves de Con­tagem (re­gião in­dus­trial da Grande Belo Ho­ri­zonte), de­fla­gradas em abril e ou­tubro do mesmo ano, foram muito mar­cadas pela cena bra­si­leira, então em plena luta contra a di­ta­dura mi­litar.

Isso não sig­ni­fica que os bra­si­leiros não es­ti­vessem sin­to­ni­zados com as ma­ni­fes­ta­ções que ocor­riam mundo afora. Havia uma série de as­pectos co­muns, in­ten­si­fi­cados pelo “clima po­lí­tico” que im­pe­rava no ce­nário mun­dial na­quele ano. Em di­fe­rentes me­didas, havia si­mi­la­ri­dade de con­di­ções, como a in­dus­tri­a­li­zação avan­çada, a cres­cente ur­ba­ni­zação, a con­so­li­dação dos modos de vida e da cul­tura das me­tró­poles, a mas­si­fi­cação dada pela in­dús­tria cul­tural, o au­mento e a di­ver­si­fi­cação do pro­le­ta­riado e das classes mé­dias as­sa­la­ri­adas, a im­por­tância dos jo­vens na com­po­sição etária da po­pu­lação e o acesso cres­cente ao en­sino su­pe­rior, além da in­ca­pa­ci­dade do poder cons­ti­tuído de re­pre­sentar as so­ci­e­dades que se re­no­vavam.

Se esses con­di­ci­o­nantes mais es­tru­tu­rais não ex­plicam por si sós as ondas de re­beldia e de re­vo­lução, eles ofe­re­ceram ao menos o solo onde flo­res­ceram as ações po­lí­ticas e cul­tu­rais di­fe­ren­ci­adas que ca­rac­te­rizam 1968 no Brasil. E, para com­pre­endê-lo, é pre­ciso lem­brar dois mo­vi­mentos, re­la­ti­va­mente dis­tintos em suas ori­gens, mas bas­tante ar­ti­cu­lados em sua pro­ces­su­a­li­dade: o mo­vi­mento es­tu­dantil e as greves ope­rá­rias.

O mo­vi­mento es­tu­dantil

O ano de 1968 ini­ciou-se no Brasil com a eclosão de vá­rias ma­ni­fes­ta­ções es­tu­dantis. Os es­tu­dantes rei­vin­di­cavam en­sino pú­blico e gra­tuito para todos, de­mo­cra­ti­zação e me­lhoria da qua­li­dade do en­sino su­pe­rior, com maior par­ti­ci­pação es­tu­dantil nas de­ci­sões, e mais verbas para as pes­quisas vol­tadas para a re­so­lução dos pro­blemas econô­micos e so­ciais do país. Também con­tes­tavam a di­ta­dura im­plan­tada com o golpe de 1964 e o cer­ce­a­mento das li­ber­dades de­mo­crá­ticas. A mai­oria desses uni­ver­si­tá­rios es­tu­dava em uni­ver­si­dades pú­blicas, mas o acesso ao en­sino su­pe­rior era res­trito: havia muito mais pro­cura que oferta de vagas.

As ma­ni­fes­ta­ções es­po­rá­dicas dos es­tu­dantes vi­nham sendo re­pri­midas desde 1966. Con­tudo, as re­be­liões só de­sa­bro­charam re­al­mente em 1968. Em 28 de março da­quele ano, a po­lícia in­vadiu o res­tau­rante Ca­la­bouço, no Rio de Ja­neiro, fre­quen­tado es­pe­ci­al­mente por se­cun­da­ristas po­bres, entre eles Edson Luís de Lima Souto, que foi morto. Pas­se­atas de pro­testo es­pa­lharam-se por todo o país a partir de então.

Ao mesmo tempo, es­bo­çavam-se mo­vi­mentos de con­tes­tação no meio ope­rário e em par­celas do sin­di­ca­lismo bra­si­leiro. Nas co­me­mo­ra­ções do 1o de Maio, em São Paulo, ope­rá­rios e es­tu­dantes ape­dre­jaram o pa­lanque em que dis­cur­savam sin­di­ca­listas e o go­ver­nador do Es­tado, Abreu Sodré.

Em junho de 1968, o mo­vi­mento es­tu­dantil atingiu seu ápice. As pas­se­atas, as greves e as ocu­pa­ções das fa­cul­dades se ge­ne­ra­li­zaram. O Rio de Ja­neiro serviu como ce­nário prin­cipal. Ali ocorreu a cé­lebre Pas­seata dos Cem Mil, no dia 26 de junho: es­tu­dantes, in­te­lec­tuais, ar­tistas, re­li­gi­osos e po­pu­lares foram às ruas para pro­testar contra a di­ta­dura e a re­pressão po­li­cial. O go­verno não coibiu a pas­seata por causa da pressão pú­blica. Foi for­mada uma ampla co­missão para di­a­logar com o go­verno, sem su­cesso. En­quanto isso, vá­rios aten­tados eram pra­ti­cados pelo Co­mando de Caça aos Co­mu­nistas (CCC), uma or­ga­ni­zação pa­ra­mi­litar de ex­trema-di­reita com­posta por es­tu­dantes e po­li­ciais e fi­nan­ciada por grandes grupos ca­pi­ta­listas, com o claro apoio da di­ta­dura.

A re­pressão se in­ten­si­ficou. A Uni­ver­si­dade de Bra­sília foi in­va­dida pela po­lícia em 29 de agosto. Em São Paulo, no dia de 3 de ou­tubro, um jovem foi as­sas­si­nado na Fa­cul­dade de Fi­lo­sofia, após o ataque de es­tu­dantes e de pa­ra­mi­li­tares de di­reita abri­gados na Uni­ver­si­dade Mac­kenzie. Em 15 de ou­tubro, foi des­man­te­lado o Con­gresso da União Na­ci­onal dos Es­tu­dantes (UNE), que ocor­reria em Ibiúna, no in­te­rior pau­lista. Todos os cerca de se­te­centos uni­ver­si­tá­rios pre­sentes foram presos, o que selou a der­rota do mo­vi­mento es­tu­dantil bra­si­leiro. Vá­rios deles pas­saram então para a mi­li­tância po­lí­tica clan­des­tina, unindo-se a or­ga­ni­za­ções de es­querda e vin­cu­lando-se até à luta ar­mada, que pra­ticou suas pri­meiras ações já em 1968 e se in­ten­si­ficou nos anos se­guintes.

A con­tes­tação ra­dical à ordem es­ta­be­le­cida es­pa­lhou-se pelo ci­nema, pelo te­atro, pela mú­sica po­pular, pela li­te­ra­tura e pelas artes plás­ticas. Nos anos 1960, ma­ni­fes­ta­ções cul­tu­rais di­fe­ren­ci­adas can­tavam em verso e prosa a es­pe­rada “re­vo­lução bra­si­leira”, que de­veria ba­sear-se na ação das massas po­pu­lares na qual a in­te­lec­tu­a­li­dade de es­querda pre­tendia en­gajar-se e mesmo li­derar.

O mo­vi­mento ope­rário

Mas havia outra fi­gura so­cial pre­sente nesse ciclo de re­be­liões mun­diais: o ope­rário-massa, a par­cela he­gemô­nica do pro­le­ta­riado da era tay­lo­rista-for­dista. As lutas de classes ocor­ridas em 1968 so­la­pavam o do­mínio do ca­pital pela base e tra­ziam à tona a pos­si­bi­li­dade de uma he­ge­monia (ou uma contra-he­ge­monia) oriunda do mundo do tra­balho.

Os ope­rá­rios es­tam­pavam desse modo seu des­con­ten­ta­mento com a al­ter­na­tiva so­ci­al­de­mo­crata, pre­do­mi­nante nos sin­di­catos e nos par­tidos, que rei­vin­di­cavam a re­pre­sen­tação das forças so­ciais do tra­balho e se­guiam uma via ne­go­cial, ins­ti­tu­ci­onal e con­tra­tu­a­lista dentro dos marcos do “com­pro­misso so­cial-de­mo­crá­tico”. Se esse traço es­teve pre­sente nas lutas ope­rá­rias na França, em 1968, e, no ano se­guinte, no Ou­tono Quente na Itália, e ainda no Cor­do­bazo, na Ar­gen­tina, entre tantas ou­tras em ou­tros países, no Brasil as greves ti­nham um claro sen­tido de con­fronto, tanto com a di­ta­dura mi­litar, que cer­ceava a li­ber­dade e a au­to­nomia sin­di­cais, quanto com a po­lí­tica econô­mica, que se fun­dava na su­pe­rex­plo­ração do tra­balho.

A re­pressão ao mo­vi­mento ope­rário e sin­dical era con­dição ne­ces­sária para que o golpe mi­litar pu­desse criar novos con­di­ci­o­nantes para a ex­pansão ca­pi­ta­lista e sua maior in­ter­na­ci­o­na­li­zação no Brasil. For­te­mente re­pres­siva, a di­ta­dura mi­litar cassou os par­tidos po­lí­ticos e criou dois par­tidos ofi­ciais apenas; proibiu as greves, in­ter­veio em di­versos sin­di­catos e de­cretou a ile­ga­li­dade da Cen­tral Geral dos Tra­ba­lha­dores e da UNE.

De­pois de al­guns anos de re­sis­tência, foi no início de 1968 que a luta ope­rária voltou mais forte e mais ofen­siva. Em abril, se­tores sin­di­cais de es­querda li­de­raram uma greve em Con­tagem que levou a re­sul­tados po­si­tivos: a di­ta­dura mi­litar, sur­pre­en­dida pelo res­sur­gi­mento do mo­vi­mento ope­rário, acabou ce­dendo às rei­vin­di­ca­ções tra­ba­lhistas. Foi a pri­meira vi­tória de uma greve ope­rária de­pois de 1964. Novos nú­cleos se for­maram em Con­tagem e Osasco, vin­cu­lados so­bre­tudo ao mo­vi­mento ope­rário ca­tó­lico de es­querda e a mi­li­tantes e sim­pa­ti­zantes de or­ga­ni­za­ções po­lí­ticas mais crí­ticas e ra­di­cais, à es­querda do Par­tido Co­mu­nista Bra­si­leiro (PCB). Os se­tores mais mo­de­rados do sin­di­ca­lismo or­ga­ni­zaram-se no Mo­vi­mento In­ter­sin­dical An­ti­ar­rocho.

Mas foi no mês de julho de 1968, em Osasco, que os ope­rá­rios re­a­li­zaram uma greve que se tor­naria len­dária. A ci­dade era con­si­de­rada um pólo de mo­vi­mentos mais à es­querda em razão da atração exer­cida pela opo­sição sin­dical, que venceu as elei­ções de 1967 para a di­reção do Sin­di­cato dos Me­ta­lúr­gicos.

An­te­ci­pando-se à greve geral que seria re­a­li­zada em ou­tubro de 1968, mês do dis­sídio co­le­tivo dos me­ta­lúr­gicos, a di­reção sin­dical de Osasco es­pe­rava es­tendê-la para ou­tras re­giões do país. Ini­ciada no dia 16 de julho, com a ocu­pação da Co­brasma, a greve atingiu as em­presas Bar­reto Keller, Bra­seixos, Gra­nada, Lo­na­flex e Brown Bo­veri. No dia se­guinte, o Mi­nis­tério do Tra­balho de­clarou a ile­ga­li­dade da greve e de­ter­minou in­ter­venção no sin­di­cato. As forças mi­li­tares con­tro­lavam todas as saídas da ci­dade, e as fá­bricas pa­ra­li­sadas foram cer­cadas e in­va­didas.

A partir de então, acabou-se toda e qual­quer pos­si­bi­li­dade de ma­nu­tenção e am­pli­ação da greve. Quatro dias de­pois de ini­ciada a greve, os ope­rá­rios re­tor­naram ao tra­balho. Fora der­ro­tada a greve mais im­por­tante até então de­fla­grada contra a di­ta­dura mi­litar.

Os di­ri­gentes sin­di­cais mais com­ba­tivos exi­laram-se ou pas­saram a atuar clan­des­ti­na­mente. Mais tarde, vá­rios deles ade­riram às dis­tintas or­ga­ni­za­ções de es­querda que par­ti­ci­param da luta ar­mada contra a di­ta­dura.

Fa­zendo um ba­lanço crí­tico do mo­vi­mento, José Ibrahim, prin­cipal líder gre­vista, disse: “o go­verno es­tava em crise, ele não tinha saída, o pro­blema era aguçar o con­flito, trans­formar a crise po­lí­tica em crise mi­litar. Daí vinha nossa con­cepção in­sur­re­ci­onal de greve. O ob­je­tivo era levar a massa, através de uma ra­di­ca­li­zação cres­cente, a um con­flito com as forças de re­pressão. Foi essa con­cepção que nos guiou quando, em julho de 1968, de­ci­dimos de­sen­ca­dear a greve”. (Re­vista Es­crita/En­saio, São Paulo, Es­crita, 1980).

Em ou­tubro, ani­mados pela vi­tória de abril, os ope­rá­rios de Con­tagem ini­ci­aram outra greve por me­lhores con­di­ções de tra­balho e contra o ar­rocho sa­la­rial. Mas o con­texto da di­ta­dura mi­litar era de claro re­cru­des­ci­mento. A pa­ra­li­sação durou poucos dias e houve uma vi­o­lenta re­pressão aos gre­vistas, o Sin­di­cato so­freu in­ter­venção e sua di­reção foi des­ti­tuída. Ocorria, então, mais uma vi­o­lenta der­rota do mo­vi­mento ope­rário, que levou anos para se re­cu­perar. O 1968 bra­si­leiro se en­cerrou com a dura re­pressão à ação ope­rário-es­tu­dantil por parte da di­ta­dura mi­litar.

Mas a luta pela cri­ação de co­mis­sões de fá­brica, contra o des­po­tismo fa­bril, a su­pe­rex­plo­ração do tra­balho e a es­tru­tura sin­dical atre­lada ao Es­tado, e em claro con­fronto com a di­ta­dura mi­litar, deixou raízes só­lidas, que res­sur­giram de outro modo e sob outra forma dez anos de­pois, es­pe­ci­al­mente na luta das opo­si­ções sin­di­cais.

O des­fecho

Em 13 de de­zembro de 1968, a di­ta­dura mi­litar acen­tuou seu lado mais re­pres­sivo: de­cretou o Ato Ins­ti­tu­ci­onal Nú­mero 5 (AI-5), co­nhe­cido como “o golpe dentro do golpe”. O ter­ro­rismo de Es­tado, que pre­va­le­ceria até me­ados dos anos 1970, foi ofi­ci­a­li­zado. O Con­gresso Na­ci­onal e as As­sem­bleias Le­gis­la­tivas es­ta­duais foram postos em re­cesso e o Go­verno passou a ter plenos po­deres para sus­pender di­reitos po­lí­ticos dos ci­da­dãos, le­gislar por de­creto, julgar crimes po­lí­ticos em tri­bu­nais mi­li­tares, cassar man­datos ele­tivos, de­mitir ou apo­sentar juízes e ou­tros fun­ci­o­ná­rios pú­blicos etc.

Si­mul­ta­ne­a­mente, ge­ne­ra­li­zavam-se as pri­sões de opo­si­ci­o­nistas e o uso da tor­tura e do as­sas­si­nato em nome da ma­nu­tenção da “se­gu­rança na­ci­onal”, con­si­de­rada in­dis­pen­sável para o “de­sen­vol­vi­mento” da eco­nomia e do que mais tarde se de­no­mi­naria “o mi­lagre bra­si­leiro”.

Inú­meros es­tu­dantes, ope­rá­rios, in­te­lec­tuais, po­lí­ticos e ou­tros opo­si­ci­o­nistas dos mais di­versos ma­tizes foram presos, cas­sados, tor­tu­rados, mortos ou exi­lados após a edição do AI-5. Foi im­posta uma rí­gida cen­sura aos meios de co­mu­ni­cação e às ma­ni­fes­ta­ções ar­tís­ticas. O re­gime mi­litar punha fim assim à luta po­lí­tica e cul­tural da­quele pe­ríodo, re­pri­mindo du­ra­mente qual­quer forma de opo­sição. Os “anos de chumbo” vi­riam a su­ceder ao “ano re­belde” de 1968.

Como con­clusão, di­ríamos que os dois prin­ci­pais mo­vi­mentos que ca­rac­te­rizam 1968 no Brasil ti­veram muitas si­mi­li­tudes: ambos es­tavam à es­querda dos mo­vi­mentos mais tra­di­ci­o­nais e pro­pu­nham uma al­ter­na­tiva ao PCB e à sua po­lí­tica de mo­de­ração, que do­minou os mo­vi­mentos ope­rário e es­tu­dantil pré-1964. Mas as lutas es­tu­dantis e ope­rá­rias de 1968 no Brasil não con­se­guiram vi­a­bi­lizar uma al­ter­na­tiva de massa, e exauriu-se em seu van­guar­dismo.

O mo­vi­mento es­tu­dantil, der­ro­tado, en­grossou com suas li­de­ranças e mi­li­tantes as fi­leiras da luta ar­mada contra a di­ta­dura mi­litar. O mo­vi­mento ope­rário, de­pois das der­rotas de Con­tagem e Osasco, re­fluiu for­te­mente e vá­rios de seus qua­dros mais à es­querda também se in­cor­po­raram à luta ar­mada. Ambos des­nu­daram o sen­tido pro­fun­da­mente di­ta­to­rial e ter­ro­rista do Es­tado bra­si­leiro e foram, por isso, vi­o­len­ta­mente re­pri­midos.

Não foi por acaso, então, que tanto em Osasco como em Con­tagem pu­demos pre­sen­ciar uma ação ope­rária com sig­ni­fi­ca­tiva pre­sença es­tu­dantil, es­pe­ci­al­mente de es­tu­dantes que mi­li­tavam por or­ga­ni­za­ções de es­querda e in­gres­saram nas fi­leiras da van­guarda ope­rária para me­lhor in­flu­en­ciar as ações dos tra­ba­lha­dores.

Talvez esse seja um traço mar­cante do ano de 1968 no Brasil, muito di­fe­rente da­quele que se viu tanto no mo­vi­mento que eclodiu dez anos de­pois, com as greves me­ta­lúr­gicas do ABC pau­lista, quanto no mo­vi­mento es­tu­dantil que voltou a tomar as ruas de vá­rias ci­dades bra­si­leiras na se­gunda me­tade dos anos 1970, mais uma vez contra a di­ta­dura mi­litar. Mas essa já é outra his­tória.

http://www.correiocidadania.com.br/2-uncategorised/13301-1968-no-brasil

Responda